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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A questão ambiental é um problema que persegue o mundo há muito tempo, pode-se dizer que desde que o homem descobriu o carvão, o ferro e o aço o mundo nunca mais foi o mesmo, já que a partir desse momento a ambição e a falta de consciência humana falou mais alto que a natureza. As pessoas trocaram o mundo exterior pelo seu próprio mundinho interior capitalista. Mas será que o mundo teria evoluído tanto se não tivesse ocorrido isso tudo?

É compreensível que o mundo não teria evoluído tanto se o homem não fosse capaz de sacrificar algumas pequenas coisas em prol de algo mais lucrativo e útil, afinal, desmatar uma pequena área para construir uma indústria não agride tanto assim o meio ambiente, se for tomada às devidas precauções, e só traz benefícios para o homem, tanto na área cientifica, já que muitas empresas financiam pesquisas, quanto no social, pois gera mais empregos e faz o capital girar. Há, entretanto, um agravante em relação à industrialização: o mundo ficou descontrolado, perdeu a noção do necessário e do absurdo, chegou ao ponto de só visar ao próprio lucro, deixando a natureza com um papel irrelevante. O pior dessa destruição toda gerada é que pouquíssimas pessoas têm um papel ativo, como algumas instituições: Greenpeace, SOS Amazônia, WWF, e entre outras. Estas têm a coragem e ousadia de atacar a estrutura que carrega o mundo – A Indústria – Capitalismo, sendo que a maioria das pessoas não tomam um posicionamento, fecham os olhos e ignoram a realidade.

É compreensível que para haver evolução precisa-se de sacrifícios, mas é soluto que não se sacrifique tanto assim, afinal o que é mais importante o dinheiro, o lucro pessoal, ou o mundo no qual vivemos, o nosso lar?

domingo, 11 de janeiro de 2009

Semi-Deuses?

A causa como a cura da doença era atribuída às divindades. Esse conceito já está presente nas obras de Homero e de Hesíodo, criadores dos mais antigos textos literários gregos conhecidos. A capacidade de curar era um dos atributos sobrenaturais de muitos deuses. Hoje esta divindade está relacionada aos médicos.

A medicina era para ser uma das mais belas profissões. Esta exige de seus profissionais humildade no trato com o ser humano. Mas estes ao conseguir curar um paciente e, assim, salvar-lhe a vida, sentem-se como Deuses. Não acredito que médicos salvem vidas. A batalha contra a morte é, desde sempre, perdida. Mas o exercício da medicina pode prolongar a vida e promover alívios para o sofrimento. E estas possibilidades, por si, já valem uma vida.

Mas o problema dos médicos-deuses é criar a expectativa de que a medicina poderá nos livrar de todos os sofrimentos e da morte. Eles difundem a crença de que é possível um conhecimento total sobre o corpo humano e aquilo que o condiciona. Se algo deu errado, foi por falta de conhecimento. Não há lugar para o desconhecido, para o acaso na matemática dos médicos infalíveis. Eles opõem conhecimento total à ignorância e vida à morte. Uma derrotará a outra.

Médicos, como no passado se ocuparam os sacerdotes, estão encarregados de dizer o que é certo ou errado para se ter uma vida feliz. Não fume, alimente-se bem, faça exercícios: estes são os mandamentos do homem moderno. Uma vida boa é uma vida saudável e regrada. Só que, agora, não é a autoridade religiosa que dita às regras, mas médicos que se dizem portadores das verdades científicas. E a ciência, quando tomada como religião, é tão ou mais nociva quanto as Religiões "de fato", porque ela primeiramente nem é pra ser tomada como Verdade absoluta (tem sempre o "até que se prove o contrário"), mas muitos fazem disso o seu Dogma. Os dados científicos não são verdades definitivas. Um acaso que a própria estatística considera, ainda que de forma atenuada, uma vez que ele não pode ser dimensionado com precisão.


E apesar de todo apelo à saúde, de que se sigam corretamente todas as recomendações dos doutores do bem-viver, as pessoas continuam e continuarão a adoecer, novas doenças a surgir e mortes a ocorrer. E, se não existe acaso, então a
culpa por isto é da medicina e dos médicos. Se não o têm, deveriam ter o conhecimento necessário, cumprir a promessa feita!

sábado, 10 de janeiro de 2009

O Magnata

O filme, que demorou quatro anos para ficar pronto assinado pelo pseudo bad boy Chorão e estrelado pelo canastra Paulo Vilhena, não poderia mesmo dar grande coisa. Apesar de que o trailer quando o vi, até que continha alguns momentos interessantes.

Para começar, o roteiro foi escrito em um dialeto diferente. A história é péssima, sem pé nem cabeça do tipo caça níquel. “O Magnata” acompanha quatro dias na vida de Magnata um jovem astro imbecil do rock, que passa a maior parte do seu tempo se drogando, roubando, transando e maltratando as pessoas. A explicação para tal comportamento é a mais clichê e previsível de todas: seu pai morreu e sua mãe é uma alcóolatra. Ou seja, do ignóbil que consegue subir na vida e que não sabe lidar com o dinheiro e com a fama, aprendendo que na verdade, o amor é o que realmente importa nessa vida, tá ligado, eu sou bicho, toda patricinha adora um vagabundo e coisa e tal? Coisas que o Chorão martela nos nossos pobres ouvidos desde o surgimento da “banda” longínquos 10 anos atrás.

A trilha sonora também é muito fraca e, por muitas vezes, não conseguimos entender nada que está sendo cantado. Juntando tanta coisa ruim, o filme parece existir para mostrar aos espectadores a pista de skate do Chorão, o próprio, um show do Charlie Brown Jr. e algumas bandinhas que, provavelmente, são agenciadas pelo cantor; puro narcisismo!

Já que o filme não tem nada de bom, vou falar do pior momento de todos. Enquanto fuma maconha com sua namoradinha e conversa com ela sobre extraterrestres, ele conta que conheceu o rei dos ETs. O corte de cena é feito e, de repente, uma animação em 3D toma conta da tela. Nela, uma limosine branca vem descendo do céu e aterrissa na piscina. De dentro sai o Marcelo D2, acompanhado de duas mulheres. Muito ruim! Para piorar a situação a consciência do Magnata aparece sempre em seqüências sem que e nem porquê, para justificar aquelas "sacadas geniais" do diretor que nunca têm nada demais.

O negócio é o seguinte: todo mundo sabe que o cinema brasileiro, por absoluta falta de condições financeiras, técnicas e logísticas (falta de estúdios apropriados e tudo mais), gera um número altíssimo de produções abaixo de qualquer tipo de crítica. Lógico que isso não é uma generalização estúpida, ainda somos capazes de produzir os Cidades de Deus e os Tropas de Elite da vida para livrarmos a nossa cara, mas chuto sem medo de errar que mais de dois terços dos filmes lançados nos nossos cinemas são medonhos. Resumindo, são filmes que não mereciam nem existir. Como esse exemplar que só serve para manchar mais o nome do cinema nacional.